Direito, diálogo e travessia
Minha história com a mediação começou antes mesmo da minha formação em Direito.
Ainda na faculdade, quando o Direito de Família já despertava em mim um interesse especial, iniciei minha formação em mediação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Foi ali que comecei a compreender, na prática, que por trás de cada questão jurídica existem pessoas, vínculos e histórias que continuarão existindo depois que o procedimento terminar.
Ao longo da minha trajetória, essa percepção se transformou em uma forma de exercer a advocacia.
Nem toda questão familiar precisa ser conduzida a partir do enfrentamento.
Existem situações em que o processo judicial será necessário. Mas existem muitas outras em que a orientação jurídica, o diálogo e a construção do consenso podem oferecer caminhos mais adequados — e preservar relações que precisam continuar.
É nessa advocacia que acredito.
Uma advocacia tecnicamente responsável, mas também próxima. Que escuta antes de propor um caminho. Que explica possibilidades e consequências antes de uma decisão. E que não transforma automaticamente divergências em disputas.
Porque, especialmente no Direito de Família, a forma como uma questão é conduzida também deixa consequências.
“O real não está na saída nem na chegada:
ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.”
— João Guimarães Rosa
Por que Travessia?
A palavra Travessia traduz muito daquilo que acredito sobre os momentos de transformação da vida.
Há situações em que não podemos permanecer exatamente onde estávamos, mas ainda não sabemos como será o lugar ao qual chegaremos.
Uma separação pode ser assim.
Um inventário também.
Uma nova configuração familiar, uma decisão patrimonial ou a necessidade de reorganizar relações podem representar o encerramento de um ciclo e o início de outro.
E toda travessia exige alguma coragem.
Meu papel como advogada é oferecer orientação e segurança jurídica durante esse caminho — ajudando você a compreender possibilidades, tomar decisões conscientes e construir, sempre que possível, soluções baseadas no diálogo e no consenso.
Não posso atravessar por você.
Mas posso ajudá-lo a encontrar um caminho juridicamente seguro para a sua travessia.
Minha forma de exercer a advocacia
Quero que quem chegue ao meu escritório possa falar antes de simplesmente receber respostas.
Por isso, cada atendimento começa pela compreensão da história e da situação concreta. Depois, o Direito entra para organizar possibilidades, esclarecer consequências e oferecer segurança às decisões que precisam ser tomadas.
Não acredito em soluções padronizadas para histórias familiares diferentes.
E também não acredito que acolhimento signifique ausência de objetividade.
É possível conduzir uma questão com sensibilidade e, ao mesmo tempo, com clareza, estratégia, responsabilidade e segurança jurídica.
Acolher também é explicar direitos, apontar riscos e dizer aquilo que precisa ser dito.
É essa combinação que busco oferecer em cada trabalho.
Amanda Turolla
Sou advogada, mediadora judicial e extrajudicial, com atuação voltada à advocacia consensual e ao Direito de Família.
Minha relação com a mediação atravessa minha trajetória profissional há mais de uma década. Atuei como mediadora judicial no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e sou cadastrada no quadro de mediadores do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Essa experiência consolidou uma forma de compreender e exercer o Direito que hoje levo para o meu escritório: antes de transformar uma questão em uma disputa, procuro identificar se existe espaço para o diálogo, para a construção do consenso e para uma solução juridicamente segura.
Minha trajetória também se desenvolveu no Direito Animal, área em que criei e venho desenvolvendo a Mediação Animalista, com atuação em mediação, ensino, pesquisa e produção acadêmica.
Embora o Direito de Família e a Mediação Animalista sejam duas frentes profissionais distintas, existe algo que as conecta profundamente: minha crença no diálogo como instrumento de transformação das relações e de construção de soluções mais pacíficas e respeitosas.
No Escritório Amanda Turolla, essa visão orienta minha atuação em Direito de Família, mediação familiar, inventários consensuais, planejamento patrimonial e sucessório e demais soluções consensuais.
Diálogo • Consenso • Paz.
Algumas decisões mudam a vida.
A forma de atravessá-las também.